quarta-feira, 11 de novembro de 2015

PADRÕES DE QUALIDADE DA ÁGUA DO MÉXICO


Aluno: Kayo Henrique Bezerra Vasconcelos


Atividade apresentada como requisito parcial da disciplina de Hidrogeologia para o Curso de Engenharia de Minas do CEULP/ULBRA.



GESTÃO DE QUALIDADE DA ÁGUA NO MÉXICO

Desde 1992, iniciativas para melhorar a saúde ambiental da Cidade do México foram inseridas na agenda política, em busca de transformações, quando a cidade foi caracterizada como a mais poluída do mundo. Desde então, a cidade se esforçou para modificar esse cenário.
A cidade passou a ter legislação ambiental própria e, desde, então, tem trabalhado ativamente em sua fiscalização e monitoramento. Em 2007, foi elaborado um Plano Verde de 15 anos, para vigorar até 2021, constituído por 26 estratégias e 113 áreas de foco, divididas nas temáticas: conservação do solo, habitabilidade e espaço público, água, mobilidade, qualidade do ar, resíduos sólidos e mudanças climáticas e energia. Assim, introduziu-se na cidade uma série de iniciativas e ações.
Em 2008, no âmbito do Plano Verde, foi publicado o Programa de Ação Climática da Cidade do México, entre outros programas, cuja ação define novas iniciativas, assim, dois anos depois, foram definidas 10 ações para enfrentar as mudanças climáticas na cidade, expressão do compromisso da cidade, enquanto ocorria a Cúpula Mundial de Prefeitos sobre as Mudanças Climáticas (WMSC). Quando o Plano foi revisto, em 2009, 75% das áreas de foco haviam iniciado e 7% delas já estavam concluídas.

Objetivos

• Resgatar a conservação do solo, como espaço chave para o equilibro ecológico da cidade
• Resgatar e criar espaços públicos, para promover a integração social, com melhor habitabilidade, conforto e equidade
• Alcançar uma gestão integrada e eficiente dos recursos hídricos na cidade
• Recuperar e reestruturar a malha viária para o transporte coletivo eficiente, menos contaminante e de qualidade e promover a mobilidade não motorizada
• Controlar e diminuir contaminantes atmosféricos que afetam a saúde da população e as emissões de gases de efeito estufa
• Implementar um sistema integral e sustentável na gestão dos resíduos sólidos urbanos
• Reduzir as emissões de CO2 em cerca de 4,5 milhões de toneladas por ano, sendo 1,8 milhão proveniente do sistema de transporte.


Resultados

• Melhora na qualidade do ar, com redução e controle das emissões de Pb, CO, NOx, SO2, CO2
• Retirada de veículos das ruas, pelo sistema de rodízio (das 5h às 22h), em dois dias úteis da semana e um sábado por mês
• Implementação da inspeção veicular, há quase 20 anos, com bastante rigor, a qual é realizada a cada seis meses
• Implementação de sistema de empréstimos de bicicletas
• 100km de ciclovias permanentes e mais 24km aos domingos, no centro histórico da cidade
• Implantação do sistema Metrobus, semelhante ao de Curitiba, com a substituição dos micro-ônibus
• Os resultados abaixo já foram parcial ou completamente alcançados:
• Valoração dos serviços ecossistêmicos prestados pela conservação do solo, para o desenvolvimento de estratégias integradas para beneficiamento daqueles que mantém o solo conservado
• Recuperação e criação de espaços públicos para convivência e integração social
• Construção de infraestrutura de contenção do solo, evitando erosão e sedimentação
• Introdução do diesel de baixo enxofre no transporte público
• Substituição na frota de micro-ônibus e táxis antigos, por automóveis de maior capacidade e com tecnologia menos contaminante, por sistema de financiamento pelo governo e subsídios
• Incentivo à reformulação de embalagens e materiais de acondicionamento e utilização de produtos biodegradáveis e/ou recicláveis, minimizando a geração de resíduos
• Elaboração do Plano de Ação Climática da Cidade do México
• Consolidação do Centro Virtual de Mudanças Climáticas da Cidade do México
• Substituição de lâmpadas comuns por lâmpadas de baixo consumo para uso eficiente de energia no setor público.


QUALIDADE AMBIENTAL

México, 21 jun (EFE).- O governo da Cidade do México apresentou hoje, segunda-feira, um programa de transporte público a diesel com baixa quantidade de enxofre e que conta com o apoio da Agência do Meio Ambiente dos EUA (EPA, em inglês), informaram autoridades locais. 

A aplicação do Projeto de Controle de Emissões para Veículos a Diesel, chamado de "Te levamos, agora mais limpo", permitirá reduzir entre 15 e 20 por cento dos poluentes de carburante, informou a secretária do Meio Ambiente, Claudia Sheinbaum. 

O plano permitirá instalar tecnologias limpas como conversores oxidativos e dispositivos de contenção de partículas, previamente certificados pela EPA, em 20 ônibus da Rede de Transporte de Passageiros do Distrito Federal (RTP) e testar neles combustíveis com baixa quantidade de enxofre, que serão importados. 

Também será realizada uma auditoria na Rede Automática de Monitoramento Atmosférico (Rama), para o qual a EPA americana prestou seu apoio, permitindo detectar falhas. 

O objetivo do projeto é acertar as bases para depois realizar um amplo plano de controle de emissões para automóveis particulares e veículos de uso industrial. 

A funcionária pediu à empresa pública Petróleos Mexicanos (Pemex) e ao Ministério da Fazenda "que destinem recursos para a produção de combustíveis com baixa quantidade de enxofre, que seriam fundamentais para desenvolver essa alternativa". 

Para Sheinbaum, um plano como o que será introduzido exige soluções que afetam também a indústria da energia e do combustível. 

"É evidente que além de equipar os veículos com novas tecnologias, é necessário começar a produzir em nosso país os combustíveis com baixa quantidade de enxofre que permitam que estas tecnologias sejam verdadeiramente efetivas", ressaltou Sheinbaum. 

A servidora pública acredita que nos últimos 15 anos houve "importantes avanços na qualidade do ar" e foram praticamente resolvidos os problemas de monóxido de carbono, de bióxido de enxofre, de chumbo e óxido de nitrogênio na zona da capital e arredores. 

No entanto, os desafios atuais são o ozônio e às emissões nos veículos a diesel. 

A EPA e o WRI investiram juntos 12 milhões de dólares para o projeto, o primeiro de sua natureza realizado no mundo. 

No final de maio, o cientista mexicano Mario Molina, Prêmio Nobel de Química em 1995, disse que, a cada ano, cerca de 4.000 pessoas morrem por problemas relacionados com a qualidade do ar na capital mexicana. 

Atualmente, 71 por cento das emissões de poluentes na Cidade do México são geradas por veículos a diesel, que são responsáveis também por 42 por cento das de óxidos de nitrogênio registradas. 

INDÚSTRIA

O sistema financeiro mexicano é comandado pelo Banco Central do México, que regula a política monetária e de financiamento. Funcionam, além disso, numerosas instituições de crédito especializadas. Em meio a uma crise financeira, foram estatizados os bancos privados, em 1982. A medida foi suavizada em meados da década, quando se autorizou a propriedade privada de um terço do capital.
O principal fornecedor do México, e o maior mercado de produtos mexicanos é os Estados Unidos. Há uma grande dependência econômica dos Estados Unidos apesar das restrições impostas pelo governo aos investimentos estrangeiros em setores estratégicos e do permanente esforço para manter o país livre de influências estrangeiras.
Mais de 90% do comércio mexicano está sob acordos de livre comércio (TLC) com 44 países, incluindo os paises da União Europeia, Japão, Israel, e grande parte da América Central e América do Sul. O TLC mais influente é o Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), que foi assinado em 1992 pelos governos dos Estados Unidos, Canadá e México, e entrou em vigor em 1994. O país faz parte de uma cooperação chamada SMB (Asia-Pacific Economic Cooperation), um bloco econômico que tem por objetivo transformar o Pacífico numa área de livre comércio e que engloba economias asiáticasamericanas e da Oceania. México aderiu à OCDE em 1994.

PECUÁRIA

Assim como a maioria dos países emergentes ou em desenvolvimento do mundo, o México possui uma economia com uma forte ligação com as atividades agropecuárias. Mesmo com a intensificação da atividade industrial ocorrida nas últimas décadas.

Nos primeiros anos do século XXI, pelo menos 20% da população economicamente ativa do país integrava a atividade primária, mais especificamente, a agropecuária. Algumas adversidades naturais, como a irregularidade do relevo e o clima árido, dificultam a expansão produtiva do setor agropecuário no México. Por isso, somente 20% das terras do país são propícias ao desenvolvimento da agricultura e da pecuária. Essas terras se encontram em uma área de formação vulcânica com solos férteis, além disso, o clima favorece essa prática, com chuvas bem distribuídas durante o ano e temperaturas amenas.

Dentre muitas culturas desenvolvidas ao longo do território mexicano, as produções que mais se destacam são: milho (principal produto), feijão, algodão e café. Na pecuária, a principal criação é de bovinos, o país conta com um rebanho de aproximadamente 30 milhões de cabeças. Grande parte, criados de forma extensiva, ou seja, os animais ficam soltos sem receber maiores cuidados em enormes áreas de pastagens nativas.

Em geral, a produção agropecuária apresentada acima tem como destino o abastecimento do mercado interno. Nesse caso, a mesma é desenvolvida em pequenas propriedades ou em fazendas coletivas, as quais desenvolvem a atividade de forma tradicional, com aplicação de técnicas rudimentares. Devido a esse fator, os índices de produtividade são baixos. A exportação de produtos agropecuários (ex. café e algodão) fica na responsabilidade de grandes propriedades rurais.

DISPONIBILIDADE DE ÁGUA
 A disponibilidade de água no México se compõe do escorrimento dos rios e da água proveniente dos aqüíferos, que proporcionam anualmente um volume médio de 410 mil e 140 mil milhões de metros cúbicos respectivamente. A demanda de água a nível nacional representa aproximadamente 40% do volume anual médio disponível das águas superficiais e subterrâneas. Para contornar esta problemática, o Executivo Federal, e os Governos Estaduais e Municipais, realizaram grandes esforços e ações pretendendo alcançar uma otimização cada vez maior no aproveitamento dos recursos hídricos. Para isso, foi necessário realizar grande quantidade de obras para regulação da água, existindo no país em torno de 4.000 represas com capacidade total de armazenamento de 160 mil milhões de metros cúbicos, que além de regular as variações temporais de volume dos rios, permite a disponibilidade de água em épocas secas. No México destacam-se duas grandes zonas de disponibilidade, o sudeste e o norte, centro e noroeste do país. A disponibilidade natural no sudeste é sete vezes maior que no resto do país. Além disso, na zona norte, centro e noroeste estão localizados 77% da população que gera 85% do PIB e só possui 32% da disponibilidade natural de água. Vale salientar que a disponibiliade natural de água considera unicamente a água renovável, quer dizer, a água da chuva que se transforma no escorrimento de água superficial e recarrega os aqüíferos. 

DESENVOLVIMENTO DA IRRIGAÇÃO 

 A superfície potencial de irrigação no México, em função da aptidão da terra, é de 13,5 milhões de ha. O desenvolvimento do setor de irrigação no México tem estado intimamente ligado aos processos da Revolução Mexicana e da Reforma Agrária. No ano de 1920 havia um milhão de hectares sob irrigação, principalmente no setor privado. A partir desta época, a maior parte dos investimentos em irrigação foi encaminhada ao desenvolvimento de grandes zonas irrigáveis e obras hidráulicas, mas não se desenvolveu um marco legal adequado que favorecesse o investimento do setor privado. Assim, em 1945, a superfície sob irrigação da propriedade privada seguia da ordem de 1 milhão de ha. Em 1965, a superfície de irrigação era de 3,5 milhões de há. O correspondente aumento deveu-se quase em sua totalidade ao setor público. Em 1980, atingiram-se os 5,3 milhões de ha, dos quais somente 1,3 milhões correspondiam ao setor privado. A evolução da irrigação nos últimos anos não se concentrou em aumentar a superfície irrigada (superfície semeada com irrigação foi de 5,2 milhões em 1977 e de 5,4 milhões em 1997) e sim em otimizar o uso da superfície existente. A superfície total sob irrigação em 1997 era cerca dos 6,2 milhões de ha, das quais 6,0 milhões de ha eram aptos para a irrigação sem necessidade de reabilitação. A superfície semeada no mesmo ano foi de 5,4 milhões de ha, 4,2 milhões em cultivos anuais e 1,2 milhões em cultivos permanentes. Cabe destacar que mais de um quarto da superfície sob irrigação se concentra em dois estados do norte: Sinaloa (15 %) e Sonora (11 %). A superfície sob irrigação está repartida entre os Distritos de Irrigação (“Distritos de Riegos” - DR) e as Unidades de Irrigação para o Desenvolvimento Rural (“Unidades de Riegos” - UR). Os primeiros contam com 3,3 milhões de ha que correspondem a 84 DR e a superfície nas UR é de 2,9 milhões de ha, que correspondem a 39.492 UR. Os DR se encontram transferidos em 90% e no das UR somente 19.997 unidades, ou 64% da superfície, se encontram organizadas, regulamentadas e operando em sua totalidade. A maioria dos DR são classificadas pela presença de sistemas de irrigação grandes, com uma média de 6,4 ha de terra por usuário. As UR são classificadas pela presença de pequenos sistemas de irrigação com de 3,5 ha de terra por usuário. O total de usuários beneficiados pela irrigação no México é de 1,3 milhões com 79 % de arrendatários. Em relação à origem da água de irrigação, tradicionalmente os grandes sistemas de irrigação estão constituídos por represas ou derivações de rios e canais de gravidade, empregando-se como técnica de irrigação o método por superfície. Assim se desenvolveram os primeiros sistemas de irrigação, que constituem hoje os Distritos de Irrigação do Noroeste e que apresentam perdas consideráveis na rede (eficiência global entre 25 e 35 por cento). A utilização das águas subterrâneas somente foi iniciada quando se estabeleceram zonas de proibição de extração (especialmente na zona central do país: Guanajuato, Querétaro, Distrito Federal, etc.) devido à super-exploração dos aqüíferos, então se começou a modificar os sistemas de irrigação e a melhorar as eficiências. As zonas com maior tradição na irrigação e que começaram a sentir os efeitos da escassez de água foram as primeiras a melhorar sua eficiência (zonas: centro, noroeste e norte), entretanto as áreas onde a água é mais abundante (zona sul-sudeste) a melhoria foi produzida de uma forma mais lenta. Dos 61,2 km³ de água extraídos em 1995 para uso agrícola, 67% vinha de águas superficiais e 33 % de águas subterrâneas, distribuídos por regiões administrativas. Estima-se que somente se utilizava 40 km³/ano para irrigação, constituindo os 21,2 km³ restantes, perdidas na condução e evaporação. Com relação à utilização das águas residuárias, tratadas ou não, estas são usadas principalmente em Hidalgo, provenientes das descargas da Cidade do México e em menor proporção dos Distritos de Irrigação dos estados de Guanajuato, México, Jalisco e Michoacán, entre outros. Estima-se atualmente que no país irriga-se uma superfície de aproximadamente 156.000 ha, utilizando-se um volume aproximado de águas residuais de 1,6 km³/ano. As melhorias na eficiência de irrigação, também repercutiram nas técnicas de irrigação. Neste contexto a Secretaria de Agricultura, Agropecuária e Desenvolvimento Rural do Governo do México impulsionou um programa de fertirrigação, que tinha como objetivo aumentar a produtividade das superfícies sob irrigação e reduzir o consumo de água. Favorecidos pelo programa, no período 1993-1997, a superfície com irrigação por aspersão e localizada aumentou em 135% (310.800 ha em 1997) e 119% (143.050 ha em 1997), respectivamente. Boa parte da superfície sob irrigação localizada se converteu para a irrigação de frutíferas. A superfície colhida, no período 1991-1995, foi de 18 mil ha, desta parte 29% corresponde à agricultura irrigada e 71% a agricultura de sequeiro. Um total de 128 culturas são cultivadas sob irrigação, de um total de 148 culturas cultivadas no país. Em 1995, nove culturas ou grupo de culturas, ocupavam 79% da superfície sob irrigação: milho, trigo, oleaginosas, forragens perenes, hortaliças, sorgo, frutíferas e cana-de-açúcar. Na agricultura de sequeiro predominam as mesmas culturas, exceto o trigo e as hortaliças, que perdem espaço para a cultura do café. Geralmente nos lotes arrendados predominam os grãos básicos, enquanto que o setor privado apresenta uma maior diversificação de culturas, com ênfase para as culturas de maior valor agregado. Os rendimentos variam consideravelmente entre a área irrigada e a seca.